Decore este nome: Geobacter sulfurreducens. Hoje, pouco diz à maioria das pessoas – mas no futuro é possível que o nome quase impronunciável se torne popular pela revolução que pode produzir no que toca ao tratamento de compostos poluentes e, não menos importante, na produção de eletricidade. O que é que esta bactéria tem a ver com o trabalho levado a cabo por dois institutos de investigação da Universidade Nova de Lisboa (UNL)? A resposta pode ser encontrada num sensor de papel que deteta em minutos a presença de bactérias Geobacter sulfurreducens.
«Um sensor como o que desenvolvemos para este projeto tem um custo de quatro cêntimos. Mas se produzirmos milhares destes sensores podemos chegar a um custo bastante menor. Estes sensores pouco mais precisam do que papel para funcionar. Não é necessária qualquer pilha», refere Elvira Fortunato, mentora do transístor de papel e investigadora do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) da UNL.
Fonte: exameinformática
Achamos verdadeiramente que este trabalho contribuirá para um futuro melhor e mais limpo. Mais uma vez, fica aqui partilhada a excelência da investigação científica portuguesa.